quarta-feira, 29 de agosto de 2007

6a. Edição do Festival Lixo e Cidadania acontece em Belo Horizonte

Este é um dos maiores Festivais do Brasil, que promove o encontro dos mais diferentes setores do poder público, empresarial, terceiro setor, universidades e sociedade civil, em especial dos catadores de materiais recicláveis e moradores de rua. O Festival propicia o intercâmbio de experiências e a busca de alternativas ao modelo atual de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental, através de conferências, debates, oficinas práticas de reaproveitamento, exposições e feiras de produtos reciclados, tendo como ponto de partida as questões relacionadas aos resíduos sólidos urbanos e a inclusão social. Outro aspecto importante do Festival é a sua programação cultural. Oficinas para educadores e escolas públicas, apresentações teatrais de grupos formados por ex-moradores de rua e shows culturais com artistas que utilizam em seus trabalhos a reciclagem musical perpassam o evento, que convoca o público a participar.

O evento é organizado REDE DE ECONOMIA SOLIDÁRIA (Cataunidos); ASMARE (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte), ASCAPEL (Associação de Catadores de Papel e Recicláveis de Betim), ASCAVAP (Associação dos Catadores do Vale do Paraopeba - Betim), ASMAC (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Contagem), APAIG (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Igarapé), COOPERT (Cooperativa de Reciclagem e Trabalho LTDA de Itaúna), ASCAP (Associação dos Catadores de Papel e Material Reciclável de Nova Lima), ASCAMP (Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Pará de Minas), ASTRAPI (Associação dos Trabalhadores de papel e materiais recicláveis de Ibirité). Também pelo FÓRUM ESTADUAL LIXO E CIDADANIA: SEMAD – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, FEAM - Fundação Estadual do Meio-Ambiente, CREA-MG, DRT/MTE, ALMG - Mandato do Deputado André Quintão, INSEA – Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável, Movimento Nacional do Catadores de Papel, Comitê de Solidariedade e Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil, Pastoral da Rua - Regional II, DRS/BB, Depto. de Engenharia de Produção - UFMG, Depto. de Engenharia Sanitária e Ambiental – UFMG, Depto. de Psicologia – UFMG, Faculdade de Direito – UFMG, Faculdade de Direito – PUC Minas, Escola Superior Dom Helder Câmara.

Maiores informações: www.festivallixoecidadania.com.br

terça-feira, 28 de agosto de 2007

No Orkut: Comunidade Virtual do Fórum Mundial de Educação Alto Tietê


Comunidade Virtual do Fórum Mundial de Educação Alto Tietê.
Educação: Protagonismo na Diversidade
de 13 a 16 de setembro, com sede na cidade de Mogi das Cruzes.
acesse: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37370376



Esta comunidade tem como objetivo divulgar o evento, compartilhar experiências, saberes e promover debates acerca das temáticas que serão trabalhadas no Fórum.
O movimento será iniciado com uma grande marcha cultural no dia 12 de setembro, veja detalhes e roteiros no site oficial.
Vamos todos participar dessa construção coletiva buscando Educação de qualidade como direito universal. Venha para o FMEAT e participe desta comunidade virtual com suas opiniões e dicas.
O AT é constituída por onze municípios (Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano).

Mais informações e inscrições
http://altotiete.forummundialeducacao.org/

domingo, 26 de agosto de 2007

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Encontro das Organizações do Terceiro Setor do Alto Tietê Pró-ADRAT

Atenção organizações do terceiro setor da Região do Alto Tietê.
A Comissão Pró-ADRAT – Agência de Desenvolvimento Regional do AT chama a todos para participarem de uma reunião para definição e indicação dos representantes deste segmento para compor o Conselho Superior da ADRAT.

Esta reunião será nesta sexta-feira, 9:00 hs. na sede da Secretaria do Fórum Mundial da Educação do AT na cidade de Mogi das Cruzes. ( veja o link do mapa e o endereço abaixo)

Próximas etapas da ADRAT:

Conforme o Art. 27 do estatuto a ser aprovado na AGO, deverá ser formado um Conselho Superior composto por 22 (vinte e dois) membros efetivos e 22 (vinte e dois) membros suplentes assim distribuídos:

I – 11 membros efetivos e 11 (onze) suplentes representantes do Poder Público, sendo 01 (um) membro efetivo e 01 (um) suplente de cada Município que compõe a ADRAT.
II – 11 (onze) membros efetivos e 11 (onze) suplentes representantes da Sociedade Civil:
Representantes de empresas privadas;
Representantes de serviços de apoio à micro e pequenas empresas;
Representantes de entidades, associações, instituições privadas de ensino, pesquisa e desenvolvimento;
Representantes dos trabalhadores e produtores locais;
Representantes da sociedade civil organizada em geral.

A distribuição proposta nesta reunião para representação de segmentos da sociedade ficou assim indicada:

1) COMÉRCIO: 5
2) AGRICULTURA: 2
3) TERCEIRO SETOR: 5
4) ENSINO SUPERIOR: 5
5) SINDICAL DOS TRABALHADORES: 4
6) INDUSTRIA: 5
7) TURISMO: 2

Para que a entidade e/ou organização seja declarada como sócia fundadora da ADRAT, esta deverá preencher uma ficha de associação com os dados completos (CGC, endereço) e enviar para a comissão Pró-ADRAT até a véspera do dia da AGO de fundação. ( solicite para desen.integracao@suzano.sp.gov.br o modelo desta ficha)

Mais informações da comissão Pró-ADRAT:
Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Negócios, e Turismo de Suzano
R. General Francisco Glicério, 1334 – Centro – Suzano – SP 08674-002
Fone: 4742-5008 (r 28) / Telefax: 4743-1600
Email: desen.integracao@suzano.sp.gov.br


Deu no Mogi News: Suzano será sede da Agência de Desenvolvimento
Mogi News – Repórter BRAS SANTOS – 12/06/2007
Suzano será a cidade sede da Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê (ADRAT). A entidade, que será presidida por um representante da sociedade civil, terá a missão de elaborar e executar projetos que acelerem o desenvolvimento dos municípios e da região. O custo de manutenção da agência para cada prefeito do Alto Tietê e para as entidades da sociedade civil será definido até o mês que vem. Em setembro, a Adrat, com personalidade jurídica para participar de concorrências públicas, começará a desenvolver suas primeiras ações.

Serviço:
Reunião das organizações do Terceiro Setor do Alto Tietê:

Dia 24/08/2007
Hora: 9:00 da manhã
Local: Secretaria Executiva do FMEAT
Rua José Moreira Filho, 207
Mogilar - Mogi das Cruzes – SP
(11) 4791 3452 - 4791 3520

Veja o mapa:

Exibir mapa ampliado
Na véspera da reunião participe de um bate-papo sobre o Terceiro Setor e a ADRAT pela Internet.

Na quinta-feira, 22horas. Use seu Skype e acesse: https://skypecasts.skype.com/skypecasts/home
Buscar neste link a “Sala Adrat”

Saudações,

Jair Pedrosa

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Como formar um Clube de Trocas?

Este texto foi elaborado a partir das anotações de Carlos Henrique de Castro ("clubedetrocas" clubedetrocas@ig.com.br), animador do Clube de Trocas de Pedreira, São Paulo, e publicado numa Cartilha pela Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação, A.D.I de São Paulo, com a ajuda da Fondation France-Libertés, que anima e participa de clubes de trocas em Paris, França.
Veja o caminho para organizar um Clube de Trocas:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/EconomiaSolidaria/ComoMontarClubesDeTrocas#16_As_feiras_acontecendo_regular
Acesse também esta cartilha "Como organizar uma rede de trocas solidárias" em PDF:
http://twiki.softwarelivre.org/pub/EconomiaSolidaria/ComoMontarClubesDeTrocas/Cartilha_como_montar_clube_de_trocas.pdf

"Clubes de Troca são espaços onde a gente leva coisas para trocar e não precisa levar nenhum real, só o dinheiro do clube. É uma pequena feira, um mercado de tipo diferente. As pessoas levam para essa feira o que produzem e que poderiam vender e também anunciam em cartazes o que sabem fazer.

O princípio do clube de trocas é o seguinte: todos nós sabemos fazer alguma coisa: cortar cabelo, consertar um carro, pintar uma parede, tomar conta de crianças, dar aula de reforço escolar etc. E muitas vezes no terreno da casa da gente dá para plantar algum tomate, ou alface, ou até para ter umas galinhas botando ovos. A gente também tem muitas vezes em casa coisas que não usa mais, mas que ainda estão em um muito bom estado. Mas não temos como vender essas coisas. Não temos licença para vender na feira, ou no mercado, não temos escritório nem oficina montada, nem salão de cabeleireiro e nem temos onde dizer que sabemos ou que fazemos isto ou aquilo. O clube de trocas cria essa possibilidade usando uma moeda social em vez de dinheiro.

A grande descoberta desse sistema é que a gente pode trocar as coisas que leva para a feira por outras coisas que a gente precisa, sem usar nenhum real. Cada clube de trocas cria sua própria moeda. Ela pode ter qualquer nome que os participantes do clube escolham. No Rio de Janeiro chama "Tupi", no Ceará chama "Palmas", no Rio Grande do Sul tem o "Pampa Vivo", num bairro de São Paulo chama "Lua", em outro chama simplesmente "Bônus".
Em Mogi das Cruzes tivemos uma experiência de Trocas Solidárias em 2003 'tocada' pelo André Miami . Não deixe de dar uma visitada no site dele: http://miani.codigolibre.net/

HOPE (Visions of Whitefeather)


Tá na mão um SUPER VIDEO, indicação do Daniel Turi da ONG iBiosFera quem já viu sabe o quanto ele TOCA FUNDO em nossos corações e mentes !!!

Vale muito a pena baixar este vídeo e leva-lo em palestras, oficinas de
sensibilização e formação de multiplicadores !!!!

Vamos lá pessoal !!! Ainda dá tempo de fazer algo por este PLANETA !!
Eco-Abraços a todos !!!
JP
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Direção: Catherine Margerin
Visionary Willy Whitefeather
produced by Mary Mathaisell

"This animated visual film short you are about to see is a story of prophecy.
The story of man going down the wrong path, with one day the possibility of finding the path of peace and love. What we are seeing around the world with wars, genocide, diseases, climate change such as global warming, and potential earth changes that have been foretold by many seers and indigenous peoples. This is that story in animated visuals and soundtrack that will shake you to your roots. We must shift to this path, without hesitation".

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

MARCHA DE ABERTURA do FÓRUM MUNDIAL DA EDUCAÇÃO 12/09

Vamos todos participar desta grande Marcha pela educação e por um mundo melhor. Traga a sua bandeira, seu apito, seu instrumento musical, venha com a fanfarra toda, pode até lata ou panela... Vista a sua camiseta de sua ONG, seu time ou escola, ORGANIZE UM BLOCO na sua escola e venha participar desta grande passeata!
UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL!
Concentração da Marcha: 14 horas na Praça da Mariza, final com Shows no Ginasio Municipal de Mogi das Cruzes
O IDEHAT.ORG esta integrando a comissão de cultura do FMEAT

Ps.: Toda quarta-feira, às 14 hs. reunião da comissão de cultura e mobilização da MARCHA DE ABERTURA do Fórum. Na sede do FMEAT.
Rua José Moreira Filho, 207 – (esta rua fica em frente do supermercado Maktub)
Mogilar - Mogi das Cruzes – SP
(55 11) 4791 3452 - 4791 3520
Mais informações e inscrições para o FMEAT:
http://altotiete.forummundialeducacao.org/

FÓRUM MUNDIAL DA EDUCAÇÃO DO ALTO TIETÊ

Fiz uma Comunidade Virtual do Fórum Mundial de Educação Alto Tietê no ORKUT.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37370376
Esta comunidade tem como objetivo divulgar o evento, compartilhar experiências, saberes e promover debates acerca das temáticas que serão trabalhadas no Fórum.
O movimento será iniciado com uma grande marcha cultural no dia 12 de setembro, veja detalhes e roteiros no site oficial.
Vamos todos participar dessa construção coletiva buscando Educação de qualidade como direito universal. Venha para o FMEAT e participe desta comunidade virtual com suas opiniões e dicas.
A Região do AT é constituída por esses onze municípios (Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano).

Mais informações e inscrições:
http://altotiete.forummundialeducacao.org/
FÓRUM MUNDIAL DA EDUCAÇÃO DO ALTO TIETÊ
Educação: Protagonismo na Diversidade

de 13 a 16 de setembro, com sede na cidade de Mogi das Cruzes.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

COMÉRCIO JUSTO E SOLIDÁRIO: MULTIPLIQUEM ESSES VALORES!


O conceito de Comércio Justo e Solidário varia entre países, mas sempre guarda como objetivo fundamental a promoção da inclusão socioeconômica de grupos marginalizados pelo mercado, com respeito à cultura das comunidades produtoras, ao meio ambiente, aos direitos das mulheres e das crianças.

"Comercio Justo e Solidário consiste em uma parceria comercial, baseada em dialogo, transparência e respeito, que busca maior equidade no comercio internacional. Ele contribui para o desenvolvimento sustentável através do oferecimento aos produtores melhores condições de troca e maiores garantias de seus direitos” (FLO, 2001)

“Considera-se Comércio Justo e Solidário o fluxo comercial diferenciado que, a partir do estabelecimento de relações éticas e solidárias entre todos os elos da cadeia produtiva, resulte em uma forma de empoderamento dos(das) produtores(as) e agricultores(as) familiares, que estão em desvantagem ou marginalizados(as) pelo sistema convencional das relações comerciais.” (FACES do BRASIL)

Princípios de CJS:
Princípio 1. Fortalecimento da Democracia, Respeito à Liberdade de Opinião, Organização e Identidade Cultural
Princípio 2. Condições Justas de Produção, Agregação de Valor e Comercialização
Princípio 3. Apoio ao Desenvolvimento Local e Sustentável
Princípio 4. Respeito ao Meio Ambiente
Princípio 5. Respeito aos direitos das Mulheres, Crianças, Grupos Étnicos e Trabalhadores(as)
Princípio 6. Informação ao Consumidor;
Princípio 7.
Integração da cadeia produtiva.

domingo, 22 de julho de 2007

Deu na Folha: Economia Solidária movimenta mais de R$ 6 bilhões por ano no Brasil

Fonte: Folha de São Paulo

Resposta dos trabalhadores à crise do desemprego das últimas décadas, a economia solidária é um setor que avança em silêncio e começa a esboçar números vultosos. Dados oficiais mostram que foram mapeados no país até agora 18.878 empreendimentos, que respondem por 1,574 milhão de postos de trabalho. O faturamento, segundo as informações mais recentes, ultrapassa a casa de R$ 6 bilhões por ano.

O raio-X do setor está sendo elaborado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária, que pretende fechar o ano com o registro de 21 mil negócios. "Quem trabalha junto, de uma forma igualitária, são sócios. E compartilhar os resultados democraticamente faz parte da economia solidária", resume o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, explicando o que é um empreendimento solidário. Ele ressalta que os próprios empreendimentos muitas vezes desconhecem a sua natureza solidária.
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sexta-feira, 13 de julho de 2007

Economia Solidária: Conheça o Banco Palmas


Para diminuir a pobreza e fazer com que a população valorizasse o comércio local, a Associação de Moradores do Conjunto Pantanal, em Fortaleza, CE, desenvolveu o Banco Palmas. A instituição financia a criação de empreendimentos no bairro e têm moeda e cartão próprios, o Palma e o Palmacard, que circula somente entre os comerciantes do bairro.

A revolução do Consumo - Banco Palmas - Ceará



Pequenas Empresas Grandes negócios mostra matéria feita no bairro do Conjunto Palmeiras na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará - Brasil, onde funciona a Associação de Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), mais conhecida como: Banco Palmas. (Portuguese video with subtitles in English)

Conclusão - Parte 6/6 - Economia Solidária...

Euclides André Mance
Março de 2007

Conclusão

A economia solidária é a base material de um novo modo de produção, que está se expandindo em meio à revolução das redes, em processos colaborativos e solidários. Para muitos não é fácil entender o que é uma revolução. Período em que o novo nasceu, existe e cresce, mas em que o antigo ainda vigora e o combate. De fato, nesse sentido, "estamos vencendo", porque as redes se multiplicam, a economia solidária se expande e a capacidade de intervenção política dessas redes também – como mostram as eleições de governos populares na América Latina. Mas a expansão dessa revolução depende da capacidade de integramos as redes em "redes de redes", os movimentos em "movimentos de movimentos". Conectar o local e o global. E escolhermos, com critérios de economia solidária, os produtos que consumimos e o modo como consumimos. De nada valem belos discursos políticos de construção de um novo mundo, se nossas práticas econômicas cotidianas fortalecem justamente aqueles a quem combatemos, ao invés de fortalecer os circuitos econômicos da economia solidária.

Falar de 1,2 milhões de trabalhadores que atuam, integral ou parcialmente, na economia solidária no Brasil ou do surgimento de 1.250 empreendimentos ao ano, nos últimos cinco anos, pode parecer pouco. Mas o fato é que há dez anos esse fenômeno vem se mantendo continuamente e que há uma progressiva tomada de consciência dos que se integram nessa economia. E que redes e fóruns de economia solidária se multiplicam no país e no mundo, tanto ampliando o volume de transações econômicas solidárias nesse setor quanto avançando na expressão política de suas proposições.
Partindo da consciência de que estamos integrados nos ecossistemas, em uma mesma humanidade, entremeados em relações sociais e culturais que se realimentam do local ao global, a economia solidária busca promover o desenvolvimento sustentável, ecológica e socialmente, em proveito das pessoas, de suas comunidades e dos povos. Se uma das baces das redes de economia solidária é a produção de bens e serviços, a satisfação de necessidade sociais, a geração de excedentes econômicos, seu reinvestimento e a sua justa distribuição, outra delas é essa capacidade de tratar os ecossistemas, pessoas, sociedades, conhecimentos e sensibilidades de maneira solidária, em redes colaborativas, considerando ao mesmo tempo o bem-viver de cada pessoa e de todos os povos, zelando pela sustentabilidade do desenvolvimento em favor das gerações futuras.

Se, para muitos, a economia solidária é apenas uma utopia como horizonte de esperanças, para milhões de outras pessoas ela é uma forma concreta de trabalhar, produzir, comercializar, consumir e intercambiar valores. É forma de satisfazer necessidades pessoais e sociais visando o bem-viver de todos. Para mim, ela é base material da revolução das redes.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html)

Desafios e Horizontes – Parte 5/6

Euclides André Mance
Março de 2007

Frente ao exposto até aqui, alguns analistas levantam questionamentos importantes:

- De que forma as redes de Economia Solidária se relacionam com o seu exterior, isto é, com a economia não-solidária? As relações externas são definidas por uma perspectiva não-solidária? E, portanto, a relação da Economia Solidária com o resto da economia é uma relação de competição? Se sim for, qual é a perspectiva dessa competição, e como pode a Economia Solidária 'vencê-la'?

- O que distingue, ou como distinguir, a perspectiva da Economia Solidária de uma defesa de formas locais de capitalismo? Ela se resumiria ao compromisso com o bem-estar (entendido como geração de trabalho e renda, como proteção ambiental etc.) local? Mas até que ponto esse compromisso não é igualmente possível num capitalismo local, 'de pequena escala'? E como garantir que a expansão das redes de Economia Solidária não implique numa perda dos seus valores iniciais? E, em geral (o que se relaciona com a primeira pergunta), quais são as formas que as redes possuem de garantir que não haja desvios de seus princípios? E não seria possível que as próprias necessidades de geração de emprego e renda gerem estes desvios?

- Como se movimenta a economia solidária no horizonte da América Latina e como estão as relações entre organizações latino-americanas nesse setor?

Um copo meio cheio é igualmente um copo meio vazio. As redes de economia solidária se relacionam com o seu exterior e com o seu interior. Quanto mais o seu interior se expande, diversifica e se aprimora, menos necessidades têm de relacionar-se com atores econômicos não-solidários. A lógica é substituir as relações com fornecedores e distribuidores externos não-solidários por relações com atores solidários que se integrem às redes de economia solidária ou que já surjam a partir da própria capacidade de investimento dessas redes colaborativas. Mas mesmo em se tratando dos relacionamentos com atores não-solidários, as iniciativas de economia solidária lutam por preservar os seus próprios princípios e valores, selecionando os fornecedores e distribuidores menos ruins, do ponto de vista ecológico e social. Para alguns, a organização de redes colaborativas é a melhor estratégia para enfrentar fortes processos de competição e assegurar a sustentabilidade e vitória das iniciativas de economia solidária frente às demais. Vendo por esse prisma, o crescimento das redes de economia solidária é um processo de acirramento da competição de mercado com a progressiva derrota dos atores não-solidários. Olhando por outro prisma, o crescimento
das redes de economia solidária é afirmação de uma outra economia, baseada na colaboração e não na competição. Nessa ótica, o foco não é montar estratégias para fazer ruir ou quebrar os atores não-solidários, mas para multiplicar de tal modo os atores solidários que a reorganização das cadeias produtivas possibilite expandir uma economia ecologicamente sustentável e socialmente justa, abolindo toda forma de exploração humana e degradação ambiental que, em níveis diversos, são típicas do modo capitalista hegemônico e de seus mercados. A força desse movimento está em construir uma nova economia. A expansão dessa nova economia terá como conseqüência o enfraquecimento continuado da economia capitalista, em favor do bem-viver das pessoas, dos povos e do reequilíbrio dinâmico dos ecossistemas.

Cabe, portanto, salientar que a economia solidária não se confunde com o modo capitalista de produção. Ocorre que algumas pessoas confundem economia solidária com desenvolvimento local. E uma vez que pode haver desenvolvimento local na perspectiva capitalista, imaginam que a economia solidária se resumiria a uma espécie de capitalismo local, com fluxos econômicos mais preservados frente aos fluxos globais, comprometendo-se com a manutenção do bem-estar das comunidades locais, particularmente pela manutenção de postos de trabalho e renda naquele território e pela proteção de seus ecossistemas – na medida em que consegue ajustar os fluxos de fornecimento, produção, comercialização, financiamento e consumo em laços de realimentação dentro daquele território. Experiências de desenvolvimento local sob a lógica capitalista foram bem-sucecidas em certos lugares com significativo aporte dos entes públicos, mas, progressivamente, a lógica de concentração de riqueza típica daquele modelo vai enfraquecendo o dinamismo econômico local. E as linhas de financiamentos que são abertas acabam por beneficiar o enriquecimento de alguns, enquanto as grandes maiorias, e não raro os entes locais, resultam endividados no curto, médio e longo prazos.

Se é um fato que a economia solidária promove o desenvolvimento territorial, o faz sob o paradigma da distribuição de riqueza.
Quanto mais a riqueza é distribuída, praticando-se preços justos (tanto na comercialização de bens e serviços quanto na remuneração do trabalho autogerido) tanto mais o território se fortalece economicamente e aprimora-se o bem-viver de sua população. Mas quem estabelece os preços justos são os próprios atores econômicos solidariamente integrados nessas redes, empreendimentos, produtores e consumidores que, medianamente, se relacionam em cada transação econômica de compra e venda, de financiamento ou com divisão de resultados. Se por um lado a economia solidária se sustenta em um conjunto de valores éticos, por outro lado ela se assenta igualmente sob um conjunto de valores econômicos. Ambos se materializam em práticas concretas, tais como a autogestão, a decisão democrática sobre os resultados da atividade econômica e a remontagem ecológica e solidária de cadeias produtivas. Se todas as decisões importantes sobre o empreendimento são tomadas em assembléia, é quase certo que essa autogestão não resultará na negação da própria democracia que a funda. Que o direito de propor e decidir não irá abolir a liberdade de propor e decidir, por mais que os empreendimentos se multipliquem e as redes cresçam. Se é legítima a pergunta sobre como garantir que a expansão das redes de Economia Solidária não implique numa perda dos seus valores iniciais, por outro lado essa pergunta supõe que esses valores tendem a ser perdidos – cabendo portanto evitar tal perda. Mas a economia solidária somente pode crescer na medida em que seus valores econômicos se expandam. E eles somente podem se expandir se os seus valores éticos são praticados pelos atores que a integram – posto que sem a colaboração solidária entre eles, todos tendem a se enfraquecer, debilitar e falir. Razão pela qual constroem redes colaborativas ao invés de agirem isoladamente. Se é correto supor que uma empresa solidária depois de consolidada economicamente poderia vir a desprezar o setor da economia solidária, por outro lado caberia avaliar em que medida a sua desconexão de todos os fluxos econômicos solidários que a consolidaram e sustentam não a levaria igualmente a falir - posto que as redes colaborativas podem e devem montar novas unidades produtivas para atender às suas próprias necessidades, evitando tornar-se refém de um fornecedor em particular.

Atualmente, entre os principais riscos que a economia solidária enfrenta estão dois: a pouca compreensão que as forças progressistas, democráticas e revolucionárias das sociedades têm a seu respeito e a incursão que as forças capitalistas vem fazendo em torno do conceito de solidariedade, vinculado-o à noção de responsabilidade social. Isso leva ao resultado de que grande parte das forças sociais, mesmo as melhor informadas, imaginem que a economia solidária seja um espécie de capitalismo que leva a sério a responsabilidade social. Esse preconceito, especialmente em meio às forças de esquerda, somado à ofensiva no campo dos valores por setores de direita – pretendendo fazer-se passar por ambientalmente e socialmente responsáveis – leva a economia solidária para um campo de diálogo em que a esquerda lhe pede que apresente justificativas de possibilidade histórica ao invés de centrar o debate na efetividade de sua atual realidade histórica, em que aboliu a contradição entre capital e trabalho, pelo simples fato que os trabalhadores são proprietários dos empreendimentos e decidem democraticamente, autogestionarimente, o que fazer deles. E porque democraticamente colaboram com outros empreendimentos solidários numa relação de complementariedade vantajosa para todos. E assim, enquanto se debate se a economia solidária não perderá os seus valores na medida em que cresça, gigantescas parcelas dos setores sociais progressistas continuam a consumir produtos não-solidários sem se perguntar a fundo sobre a efetividade histórica presente de seu próprio consumo, que realimenta teias econômicas locais e globais do capitalismo. Pois, de fato, não sabem distinguir o que é uma iniciativa de economia solidária e o que é uma empresa capitalista que apregoa a "responsabilidade social" como estratégia de marketing. Por outra parte, atores de economia solidária, buscando apoios públicos, particularmente governamentais, não explicitam o caráter contraditório e revolucionário dessa nova economia, permitindo que sobre ela seja feita uma leitura ambígua, carregando nas tintas de sua característica de responsabilidade social e ambiental – uma vez que para a economia solidária essa responsabilidade não é uma simulação, mas um compromisso verdadeiro.

Mas fato é que na América Latina essa economia avança rapidamente, enfrentando os seus desafios, aprendendo com seus acertos e erros.
Cito apenas um exemplo. Na Argentina, depois de um crescimento gigantesco do número dos grupos de trocas que emitiam moedas sociais locais, alcançando seguramente a mais de dois milhões de participantes – embora alguns levantamentos apontassem de três a cinco milhões – houve um refluxo considerável em razão de problemas metodológicos e organizativos, com denúncias de desvio de finalidades de algumas práticas em escala nacional. A gravidade da situação levou à emergência de uma nova rede nacional de trocas solidárias, aprimorando os instrumentos organizativos e a metodologia de funcionamento. Ocorre que no Brasil, o aprimoramento no emprego das moedas sociais, considerando os acertos e erros cometidos na Argentina e em outros países, levou ao surgimento de bancos comunitários que operam com moedas sociais emitidas na comunidade e de circulação local, porém lastreadas com fundos de micro-crédito solidário. Com base nessa experiência está em curso atualmente na Venezuela a organização de uma rede de bancos comunitários que realizam a emissão de moedas locais. Por sua vez, no México, desenvolveu-se um sistema de intercâmbio em que as moedas sociais não são mais emitidas em papel, mas registradas como créditos eletrônicos em smart cards que permitem realizar operações de intercâmbio através de redes de comunicação de dados. Por sua vez, no Brasil, desenvolveu-se um sistema eletrônico que possibilita a realização de transações tanto com o emprego de moedas locais não lastreadas, que circulam apenas entre os membros de um mesmo grupo de usuários-emissores, quanto de moedas sociais astreadas, como forma de pagamento entre quaisquer usuários do sistema, sem a necessidade de smart cards. Vemos, portanto, que as diversas soluções, os acertos e os erros, são importantes fontes de aprendizado. E que a economia solidária na América Latina, graças aos fluxos de comunicação em redes colaborativas, tem crescido, sabendo aprender com eles.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

As Redes de Economia Solidária no Brasil - Parte 4/6

Euclides André Mance
Março de 2007

O mapeamento oficial feito pelo Governo Federal sobre economia solidária em 2005 alcançou 41% dos municípios brasileiros. Constatou-se que, dos 14.954 empreendimentos econômicos solidários pesquisados, 77% foram criados nos últimos dez anos! Esses empreendimentos operam sob autogestão: os trabalhadores são proprietários das empresas e decidem democraticamente em assembléias tudo o que seja relevante para a empresa, inclusive a destinação dos excedentes. Inexistem as figuras clássicas de patrão ou empregado, a propriedade é coletiva, a gestão compartilhada e atua-se sob princípios solidários.

Esses empreendimentos integravam 1.251.882 trabalhadores ao final de 2005. Sua produção anual, então declarada, era de aproximadamente USD 2,6 bilhões. Esses empreendimentos geraram, de 2000 a 2005, cerca de 628 mil novos postos de trabalho. Foram criados 1.250 empreendimentos a cada ano, ou 104 novos empreendimentos a cada mês.
Em relação aos resultados financeiros, a maioria deles teve sobras ou pagou suas despesas. Somente 16% não haviam pagado as despesas relacionadas ao mês anterior, um número relativamente baixo, comparando-se ao das empresas de mercado em seus níveis de endividamento.

Mas por que em um ambiente econômico tão adverso, frente aos fenômenos da globalização e do neoliberalismo que se propagou nas décadas de 80 e 90, com empresas falindo ou sendo incorporadas pelo grande capital em um momento de abertura dos territórios nacionais ao capital externo, tais empreendimentos solidários proliferaram e se consolidaram? Mais do que isso. Por que diversas empresas capitalistas que faliram e foram, posteriormente, assumidas pelos trabalhadores, que as reergueram sob os princípios da economia solidária, passaram a prosperar, gerando sobras?

A principal hipótese, a meu ver, é que na base desse fenômeno estão processos colaborativos solidários que, tecendo redes socioeconômicas, facilitam a sustentação desses empreendimentos, com a integração de produtores, fornecedores e consumidores, centros universitários, Ongs, , ADRs, sindicatos, organizações eclesiais, governamentais e populares, beneficiando comunidades locais e o conjunto dos envolvidos.

Conforme a pesquisa, cerca de 42% desses empreendimentos participam de alguma rede de economia solidária ou fórum de articulação. Essa integração os fortalece. Nos últimos 12 meses, 5.557 empreendimentos fizeram investimentos que totalizaram USD 91 milhões, principalmente para aquisição e renovação de equipamentos, para infra-estrutura física, ampliação de estoque de matérias-primas, abertura de lojas ou espaços de comercialização e abertura de filiais. Trata-se de investimento de excedentes gerados no próprio circuito da economia solidária ou de recursos captados em financiamentos no setor da economia solidária ou junto a organismos públicos e bancos privados.

As fontes de recursos apontadas para a montagem inicial dos empreendimentos são: os próprios associados (71%), doações (34%), empréstimos e/ou financiamentos (21%). Vemos que as principais fontes de recursos referem-se à solidariedade entre os participantes do empreendimento, que aportam recursos próprios em benefício da iniciativa e/ou de doações recebidas de outras organizações solidárias ou comunidades locais. Igualmente, inúmeras formas de microfinanças solidárias inscrevem-se na terceira principal fonte de recursos para o surgimento desses empreendimentos.

A maior parte da produção destina-se ao comércio local ou comunitário (56%), seguido do comércio municipal (51%), micro-regional (26%), estadual (16%) e nacional (7%). Apenas 2% é destinado para a exportação a outros países. Cabe destacar que os produtos e serviços, em sua maioria, são comercializados utilizando-se a moeda oficial do país. Mas há uma parcela comercializada com moedas locais, emitidas pelas próprias comunidades de bairro ou redes locais, que as aceitam no intercâmbio de produtos e serviços.
Destaque-se que apenas 66% dos empreendimentos apontaram como destino final dos produtos e/ou serviços a sua venda. No caso de 6%, os produtos e serviços são destinados ao autoconsumo de sócios e de suas famílias; no caso de 5%, os produtos e serviços são trocados por outros produtos e serviços, particularmente de outros fornecedores solidários – sendo parte desse intercâmbio feita com o emprego de moedas sociais. Por fim, o destino dos produtos e serviços de 31% dos empreendimentos é, em parte, a sua venda ou troca e, em parte, destinada ao autoconsumo de sócios. Ocorre que quanto mais cresce o volume de intercâmbios no setor da economia solidária, satisfazendo o bem-viver dos participantes, menor é a necessidade de recorrer-se aos produtos e serviços ofertados por empresas capitalistas, não solidárias. Há, entretanto, a necessidade de qualificar-se cada vez mais os produtos e serviços para atender-se às necessidades diferenciadas dos consumidores.

Quanto às matérias-primas utilizadas na produção, a principal fonte continua a ser a aquisição junto a empresas privadas (60%), posto que a economia solidária ainda não conseguiu remontar as cadeias produtivas nos territórios. Mas é expressiva, tratando-se de organizações complexas, como as cooperativas de transformação, a aquisição de insumos junto a associados (28%); ou de outros empreendimentos de economia solidária (6%) ou ainda junto a produtores não-sócios (11%). A doação de insumos corresponde a 18% e a coleta de materiais recicláveis ou matérias-primas para artesanato é a fonte de insumos para 11%. Desse modo, vemos que os empreendimentos que praticam formas solidárias de obtenção de insumos ultrapassam, em quantidade, os que apenas o adquirem junto a empresas privadas no mercado. Isso significa que o crescimento das redes de economia solidária e a ampliação de negócios solidários entre os empreendimentos que as integram fortalece a expansão do setor, ampliando o volume de vendas em seu interior, e que começa haver a remontagem solidária e ecológica das cadeias produtivas nos territórios.

Destaque-se ainda que os empreendimentos de economia solidária, integrados a redes sociais, alimentam suas conexões com movimentos populares, sindicais, comunitários, culturais e fóruns de diversos tipos. Cerca de 60% deles participam de movimentos sociais-populares, outros 58% desenvolvem alguma ação social ou comunitária e 42% participam de redes ou fóruns de economia solidária. Fato é que muitos desses empreendimentos surgiram das lutas desses movimentos ou graças a iniciativas de economia solidária, especialmente de microcrédito. Nada mais natural que uma empresa de confecções, que surgiu por luta e organização local de um movimento de mulheres, mantenha o seu compromisso no apoio às lutas feministas. Ou que uma empresa de beneficiamento de frutas que surgiu da organização do Movimento Sem Terras, após conquistar um assentamento da reforma agrária, continue apoiando a luta dos trabalhadores rurais sem-terra.

Destaque-se também que 44% desses empreendimentos estão na região nordeste do Brasil – que abriga metade da população abaixo da linha de indigência no país. Se, para os excluídos, a economia solidária mostra-se como alternativa real para enfrentar a situação de pobreza, para o conjunto dos trabalhadores revela-se uma opção por outro modo de trabalhar e viver: trabalhar em empresas onde todos são proprietários; em que as principais decisões são tomadas democraticamente em assembléias; em que se pode trabalhar de forma a proteger os ecossistemas e promover o bem-viver pessoal e social.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html)