quinta-feira, 12 de julho de 2007

A Economia Solidária como base material de sociedades Pós- Capitalistas - Parte 3/6


Economia Solidária, Revolução Global e Sociedades Pós-Capitalistas.
Euclides André Mance
Março de 2007

Embora isso possa parecer estranho para muitos que não ouviram falar desse assunto, existem milhões de pessoas no mundo todo que praticam a economia solidária. Que trabalham e consomem com a finalidade de promover o bem-viver de todos, inclusive o seu próprio bem-viver pessoal. Nesse circuito econômico da economia solidária o que importa é assegurar as condições econômicas das liberdades pessoais e públicas, gerando trabalho e renda, a integração ao tecido sócio- produtivo de todas as pessoas em idade e condição economicamente ativa, visando abolir toda forma de exploração, dominação e exclusão, proteger os ecossistemas e promover o desenvolvimento sustentável.

Inicialmente a economia solidária surge como práticas bem-sucedidas de geração de trabalho e renda, de comércio justo, de consumo ético, de finanças solidárias, de difusão de tecnologias produtivas sustentáveis. Mas essas práticas estavam isoladas.

Algum tempo depois surgiram redes colaborativas integrando essas ações diversas, com estratégias de potencialização dos fluxos econômicos. Desse modo, ações de finanças solidárias possibilitavam a emergência de empreendimentos produtivos sob autogestão dos
trabalhadores, sem patrões ou empregados, utilizando tecnologias que provocassem o menor impacto possível nos ecossistemas e, igualmente, o melhor benefício social possível. Os produtos desses empreendimentos passam a ser comercializados em circuitos de comércio solidário, com lojas, feiras, sistemas de comércio justo internacional e vendas por Internet com entregas em domicílio. Os consumidores passam a substituir produtos e serviços que consumiam de empresas capitalistas por produtos e serviços gerados e comercializados no interior da economia solidária, buscando assegurar o seu bem-viver pessoal no ato de consumo, mas igualmente o bem-viver dos trabalhadores que produzem aqueles bens e serviços, tanto quanto a proteção dos ecossistemas e o desenvolvimento sustentável de suas comunidades. Tecnologias produtivas, como softwares livres e agricultura orgânica, entre outras, passam a ser utilizadas, desenvolvidas e compartilhas colaborativamente nessas redes. Os excedentes gerados nesse circuito passam a ser reinvestidos em favor do fortalecimento e da expansão do setor econômico solidário, parte deles sob a forma de microfinanças solidárias.

Em seguida, com base nesse acúmulo, a economia solidária gera no interior desse movimento uma concepção de desenvolvimento territorial sustentável, sob o controle da população local, propondo a reorganização das cadeias produtivas com base na autogestão social. Expande os horizontes da aplicação da autogestão não apenas para a esfera da atividade econômica, mas igualmente em relação à participação popular na definição dos orçamentos públicos e no
planejamento das cidades. E com base nessa participação propositiva, com abrangência e limites diversos em cada contexto, começam a surgir políticas públicas de economia solidária em diferentes países.

Por fim, no seio da economia solidária começam a ser debatidos e tratados temas globais, como os temas abordados nos FSM no eixo das economias soberanas. Mas não apenas reativamente e sim propositivamente, com relação ao comércio solidário internacional,
bem como em relação aos fluxos financeiros do capital internacional, tanto quanto em relação ao tratamento das dívidas externas. As décadas de experiências bem-sucedidas de emissão de moedas locais para intercâmbio em redes colaborativas ensejaram o desenvolvimento
de novas tecnologias da informação utilizando, ainda de forma experimental, smart cards e sistemas on line que permitem transações de compra e venda como moedas sociais que não mais são impressas em papel e avançou-se na metodologia de conversibilidade dessas moedas em busca da definição de uma unidade monetária solidária global.

Enfim, uma nova revolução está em curso e sua base material está se desenvolvendo. Mas pouco sabemos dela. Pois ao invés de centrarmos a atenção nas relações e fluxos que permeiam os processos, voltamos os olhos para as partes que constituem essas redes. Essa revolução das redes é simultaneamente econômica, política e cultural. E a realimentação dos fluxos entre as diversas redes que se interligam desencadeia simultaneamente processos de grande complexidade.

A base material dessa revolução, a economia solidária, está se desenvolvendo rapidamente. Entretanto, milhares de redes e milhões de pessoas que lutam pela construção de um outro mundo possível não a praticam. Primeiramente porque a desconhecem e secundariamente
pelas dificuldades encontradas no acesso aos produtos e serviços gerados no interior dessa outra economia.

Essas duas dificuldades serão superadas em breve. Então as principais dificuldades serão culturais: a superação de uma cultura consumista que valoriza a quantidade, o excesso, a posse e o descarte, ao invés de valorizar o bem-viver das pessoas e das comunidades. A dificuldade será a superação cultural de um padrão insustentável de produção, consumo e modo de vida, pela afirmação de um novo modo de produzir e consumir e conviver solidariamente, recuperando o sentido de dignidade da pessoa humana e de sua integração nas sociedades e ecossistemas, valorizando a diversidade das culturas, a convivência pacífica entre as pessoas e os povos e o exercício democrático da autogestão das comunidades e nações.

Ao mesmo tempo em que as redes colaborativas solidárias avancem nos âmbitos econômicos e culturais dessa revolução, simultaneamente também avançarão na esfera política, transformando os Estados, alterando suas atribuições e legislações – bem como os mecanismos de representação política e de participação popular. Trata-se de uma revolução e não há processos lineares. Cada realidade muda a seu modo. Mas a interligação das redes solidárias em processos colaborativos permite o mútuo aprendizado a partir de cada experiência histórica, bem ou mal-sucedida. As novas tecnologias da informação, utilizadas no interior dessas redes para tomadas de decisão democráticas, tendem a ser projetadas igualmente para certas tomadas de decisão no interior dos Estados, envolvendo comunidades
locais e, em certos casos, nacionais. Veremos surgir novos processos e mecanismos de governança e de gestão compartilhados, que poderão democratizar os Estados. Mas a sua implementação será fruto de revoluções democráticas, suportadas em uma nova base de produção material e nos horizontes de uma nova cultura, ambas desenvolvidas através desses fluxos colaborativos e solidários entre redes e pessoas, conectando o local o global.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html)

Milhares de Redes por todas as partes - Parte 2/6


Euclides André Mance
Março de 2007

Integrando quem estava isolado ou desarticulado, surgem redes colaborativas e solidárias por toda a parte. Seus acúmulos vão sendo sistematizados em cartas de princípios. Suas elaborações dão origem a plataformas propositivas. Criam-se novas formas organizativas para facilitar a comunicação, a produção coletiva do conhecimento, as tomadas de decisão e as ações coordenadas, interligando os diversos atores que as compõem. Simultaneamente ações diversas se realimentam de maneira centralizada, descentralizada e distribuída. Processos totalmente descentralizados, por exemplo, ganham força pela intervenção distribuída de cada participante, agindo com autonomia, tendo por referência a carta de princípios e a plataforma da rede. E todos os atores distribuidamente se entre-apóiam, reforçando e realimentando suas ações em processos comunicativos e de tomadas de decisão coletiva – seja, por exemplo, em um sistema eletrônico de comunicação e votação, centralizado um mesmo fórum na Internet, seja pela participação presencial em algum fórum ou assembléia.

Os Fóruns Sociais Mundiais são a ponta de um gigantesco iceberg.
Eles não existiriam ou não teriam a capilaridade que têm se não houvesse as redes (conectando o local e o global) e seus fluxos comunicativos e tomadas de decisão, mediados por diferentes tecnologias, especialmente as novas tecnologias da informação. As primeiras expressões recentes de processos desse tipo remontam às manifestações de Seattle, durante os protestos contra a OMC, em 1999.

Mas o limite dos FSM é que eles avançaram muito pouco para a construção de Redes Sociais Mundiais. São um momento importante de conexão de milhares de atores. Durante essa conexão há um significativo fluxo de comunicação das diversidades inerentes a essas redes. Mas passado o evento, os fluxos de comunicação entre as organizações caem a níveis mínimos e as ações retornam basicamente aos patamares preexistentes, acrescidos, todavia, do importante acúmulo produzido coletivamente. Em geral, alguns atores que se conhecem nos FSMs acabam por manter suas conexões, fortalecem seus intercâmbios e passam a fazer algumas coisas juntos. Mas tudo isso, embora seja muito importante e necessário para o avanço das lutas, ainda é pouco frente ao que se poderia fazer se os FSMs objetivassem a tecitura e fortalecimento de redes mundiais colaborativas.

Se de fato assumirmos como horizonte a construção de redes sociais mundiais, a construção de redes solidárias colaborativas em escala global, devemos buscar formas de promover, fortalecer a ampliar a base integrada na defesa de todas as proposições de todas as redes e cada qual deve fortalecer as demais. Porém, mais do que simplesmente difundir suas propostas, atuar no plano do debate das idéias, no plano da transformação da cultura, cabe simultaneamente atuar nos planos econômico e político. Não apenas na defesa política das proposições construídas democraticamente pelas organizações solidárias em redes colaborativas, não apenas na luta pela substituição de governos em favor da realização dos objetivos populares inscritos nas plataformas construídas democraticamente.
Mas, especialmente, na vivência econômica daquilo que propõem as redes colaborativas na esfera da economia solidária. Isso é, contribuir pela nossa ação econômica cotidiana na transformação das estruturas econômicas globais. Pois de nada adianta difundir idéias de transformação do mundo para a construção de um mundo melhor ou lutar politicamente em favor dessas mesmas idéias, se, com nossas próprias práticas econômicas, nós mesmos combatemos o que propomos e fortalecemos as grandes corporações e os setores economicamente dominantes que renegam nossos objetivos e valores solidários.

A grande lição aprendida é unir o local e o global. Precisamos defender as economias soberanas não apenas nos debates que fazemos nos FSMs ou nas manifestações contra a OMC, mas igualmente quando escolhemos os produtos que vamos consumir quotidianamente, decidindo eticamente o que fazemos do nosso dinheiro e quais segmentos econômicos vamos fortalecer com ele. Precisamos defender o equilíbrio dos ecossistemas não apenas em nossos discursos e manifestações, mas selecionando os produtos e serviços que consumimos ou usufruímos, visando reduzir os impactos ambientais desse consumo. A grande lição é que não basta combater o bom combate no plano da cultura ou da política, é preciso estendê-lo ao plano da economia. É preciso participar economicamente da Revolução das Redes. Na minha opinião, há uma revolução das redes em curso e estar vencendo – lembrando do slogan escrito em um muro de Seattle durante os protestos contra a OMC em 1999 – significa expandir e fortalecer os processos colaborativos e solidários dessa revolução que está na
base da possível emergência de sociedades pós-capitalistas.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html )

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Economia Solidária, Revolução Global e Sociedades Pós-Capitalistas - Parte 1/6

Euclides André Mance

Março de 2007

Há uma revolução global em curso. Não é capitaneada por um partido político ou por uma vanguarda. Não tem bases militares e sua estratégia é anti-beligerante. Essa revolução mobiliza milhões de pessoas no mundo todo. Dela sabemos muito pouco até agora. O que sabemos é que na base de sua mobilização, organização e educação popular estão milhares de movimentos e milhões de pessoas integradas em redes colaborativas. São redes de todo tipo e que atuam nos campos da cultura, da política e da economia. São milhares de movimentos: ecológicos, feministas, por igualdade racial, por direitos humanos, contra a fome, por moradia, por terra para cultivar, contra a agricultura transgênica, pela democratização da comunicação, por acesso a canais de TV e rádio, por transporte de qualidade, contra discriminações, pela democratização dos Estados, pelo orçamento participativo, pela economia solidária, contra o aquecimento global, pelo software livre, por tecnologias livres e
sustentáveis, pelas metas do milênio, pela autodeterminação dos povos e tantos outros. Pode-se dizer que o número de movimentos é bastante superior ao número de problemas específicos em torno dos quais as pessoas e coletividades se organizam para atuar em conjunto. Uma vez que há um conjunto de movimentos que se organiza em torno de temas culturais e artísticos, desenvolvendo as dimensões imaginativas, criativas e expressivas de comunidades e povos.

Movimentos que atuam preservando sabores e saberes locais, modos de cultivo ou preparo de bens, produtos e serviços que expressam culturas e valores. Movimentos pela preservação de línguas e patrimônios culturais.

Uma revolução está em curso porque, coletivamente, de baixo para cima, democraticamente, construindo consensos e respeitando dissensos argumentados, esses milhares de movimentos e organizações, esses milhões de pessoas começaram a tecer redes solidárias, colaborativas, construindo canais e conexões que têm o potencial de interligar o local e o global, a diversidade na unidade, fortalecendo lutas específicas e globais, reafirmando que quanto mais unidos e diversos, quanto mais se entre-apoiarem pela justeza de suas causas, mais fortalecidos todos serão e melhores chances terão de alcançarem seus objetivos.

Mas pouco sabemos desse fenômeno. Enxergamos esses movimentos por toda a parte. Vemos as suas conquistas. Mas ao mesmo tempo parecem ainda poucos e insuficientes para mudar o mundo. De movimentos de resistência, de movimentos reativos, progressivamente vão se transformando em movimentos propositivos, pró-ativos. Alguns se confrontam com governos e poderes constituídos; outros com setores da própria sociedade civil; outros contra pseudo-valores sociais, como o machismo e o consumismo. Aos poucos deixam apenas de reivindicar e passam a propor o que querem que seja feito: "queremos que sejam realizadas essas políticas e ações que apresentamos; queremos que elas sejam feitas do modo que propomos; e queremos participar como sujeitos nessa realização".

Em alguns países, esses movimentos avançam democraticamente na substituição de governos locais, estaduais e federais, elegendo novos governantes com perfis mais populares e favoráveis à realização das suas proposições. Articuladas, essas redes solidárias enfrentam embates políticos, disputando hegemonias em torno dos projetos nacionais. Em outros casos, começam a implementar por conta própria as proposições que apresentam e que ficam sem resposta dos poderes públicos. Mas permanecem igualmente mobilizados, exigindo deles melhores condições para prestar os serviços de caráter público que tais movimentos ou organizações sociais fornecem gratuitamente às suas comunidades.

A grande novidade dos anos 90 foi a descoberta de que podemos tecer redes colaborativas entre todas as organizações solidárias e articular nossas soluções e conquistas, nossos problemas e desafios, nossas estratégias e práticas cotidianas, construindo eixos de lutas
que articulam o local e o global, o imediato com o longo prazo, a diversidade e a unidade, o enfrentamento das estruturas que geram os problemas com a implantação das novas estruturas que sustentam as soluções. Que podemos integrar nossas ações culturais, políticas e econômicas em movimentos de libertação popular, cada vez mais potentes e abrangentes, que tratam simultaneamente das questões cotidianas de nossas vidas e que atuam na transformação das estruturas econômicas, políticas e culturais de nossas sociedades.

Por Euclides André Mance - Março de 2007
(Tradução sintética ao Inglês em http://www.turbulence.org.uk/solidarityeconom.html)

TV CULTURA EXIBE O FILME "GUERRA DO BRASIL"

O filme Guerra do Brasil (Brasil/1987), o segundo da série Cinemateca Sylvio Back, será exibido neste sábado (14/07/2007), às 22h40, no Cine Brasil, apresentado pela TV Cultura.

Entre 1864 e 1870, a América do Sul foi palco do maior e mais sangrento conflito armado do século, conhecido como a Guerra do Paraguai ou, para os paraguaios, Guerra Grande. Ao misturar realidade e ficção, o filme debate este "ensaio" da I Guerra Mundial, que envolveu Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai, vitimando em torno de um milhão de pessoas.

No longa, entrelaçam-se a história oficial, o imaginário popular e a crítica de militares, cronistas e historiadores, articulado a um complexo painel iconográfico e musical, e a um resgate visual do teatro de operações no Paraguai.

O filme foi contemplado com o Prêmio Especial do Júri, no III Rio-Cine Festival (1987); e Melhor Roteiro, no I Festival de Cinema de Natal (1987). A atriz Patrícia Abente faz parte do elenco.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Mitos do desenvolvimento local

Veja em "Carta Rede Social 125" (23/11/06) de Augusto de Franco
http://augustodefranco.locaweb.com.br/index.php

"..Todas as práticas de desenvolvimento local são boas, desde que contem com o essencial: articulem e animem redes sociais e favoreçam a democracia na base da sociedade, no quotidiano do cidadão. Rede e democracia: para quem quer promover o desenvolvimento por meio do investimento em capital social, aqui se resume tudo!.."

Os textos do Augusto de Franco são leituras e reflexões obrigatórias para quem está inserido em um processo de criação de Agência de Desenvolvimento Local. Todos os atores envolvidos na criação da ADRAT - Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê tem nestes textos diversos subsídios para fazer desta ADR um exemplo de participação democrática e desenvolvimento social do Alto Tietê.
>>>

Mitos do Desenvolvimento Local:
"... À luz das recentes reflexões sobre a rede social, vou tratar hoje de um assunto que já mencionei, algumas vezes, em cartas anteriores e que, de certo modo, também tem a ver com as duas últimas ‘Cartas Rede Social’. Trata-se do ‘mito das melhores práticas’ (as chamadas “best practices” e o“benchmarking”), sobretudo quando aplicado ao desenvolvimento local e de alguns outros mitos acompanhantes: o da ‘melhor metodologia’ ou da ‘tecnologia social milagrosa’ e o do ‘resultado imediato e concreto do processo de indução’ ao desenvolvimento. É claro que esses mitos não esgotam toda a mitologia que se criou em torno do desenvolvimento local, pois que ainda temos, pelo menos, por um lado, o velho ‘mito da política pública’ e, por outro, o velhíssimo ‘mito da determinação econômica’.

Tenho afirmado freqüentemente que o papel dos agentes de desenvolvimento local é mais não-fazer do que fazer alguma coisa. É mais deixar fluir do que criar estações na caminhada, filtros e tantos outros impedimentos ao funcionamento daquilo que chamei (na ‘Carta Rede Social 123’) de “rede-mãe” (aquela que existe em qualquer sociedade, independentemente de nossos esforços organizativos). Em relação a isso nossa atitude deve ser meio zen, mais ou menos na linha do que dizia o monge Bokuju: “Enquanto caminho, eu caminho... Seja lá o que ocorrer, deixo ocorrer. Nunca interfiro”.

Deixar a comunidade caminhar (e caminhar com ela) ou, em outras palavras - deixar que ela possa aprender (e aprender com ela) - é a atitude, democrática, mais compatível com a indução do desenvolvimento local se quisermos nos sintonizar com a “rede-mãe”. Esse “deixar aprender” é, de certo modo, a essência da democracia. E democracia é, para usar uma imagem orgânica, o “metabolismo” próprio da rede (e me refiro aqui à rede distribuída)...
"( continua em
http://augustodefranco.locaweb.com.br/index.php )

domingo, 24 de junho de 2007

VEM AÍ... Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades.

Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades, Inovação democrática e transformação social para cidades inclusivas no século 21

Porto Alegre, 13 a 16 de fevereiro de 2008

O IDEHAT.org APOIA ESTES DEBATES:

Teremos nos próximos meses uma oportunidade ímpar de debater as relações entre democracia e desenvolvimento, sobretudo as relações entre a democracia na base da sociedade e no dia-a-dia dos cidadãos e o desenvolvimento local.

• A preparação desta conferência e a criação da ADRAT - Agência de Desenvolvimento Regional do Alto Tietê, são importantes para iniciar e aprofundar as discussões sobre desenvolvimento sustentável da região do Alto Tietê.

A Prefeitura de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil), a Prefeitura de Montreal (Quebec, Canadá), O Ministério das Cidades (Brasil), sob os auspícios da UNESCO e da UN-HABITAT, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BIRD), Cities Alliance, OIDP – Observatório Internacional de Democracia Participativa, CGLU – Cidades e Governos Locais Unidos e CISDP – Comissão de Inclusão Social e Democracia Participativa, AIMF - Associação Internacional dos Prefeitos Francófonos, CEMR – Conselho Europeu de Municipalidades e Regiões e com o apoio de instituições nacionais, internacionais e agências multilaterais, convocam para a "Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades - Inovação democrática e transformação social para cidades inclusivas no século 21", a realizar-se em Porto Alegre de 13 a 16 de fevereiro de 2008.

A Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades tem como objetivo principal captar a diversidade de iniciativas de inovação democrática e transformação social que vêm surgindo nos últimos anos, criando um ambiente de reflexão coletiva, de discussão e apresentação de experiências, que permita uma abordagem da temática do desenvolvimento de cidades de modo mais orgânico ou sistêmico, focalizando, para tanto, quatro grandes temas centrais:

1) Direito à Cidade (Políticas Locais sobre Direitos e Responsabilidades dos Cidadãos);
2) Governança e Democracia em Cidades (Experiências Inovadoras de Gestão e Participação Democrática);
3) Desenvolvimento Local em Cidades; e
4) Sustentabilidade e Cidade-Rede.

Estes grandes temas se desdobrarão em assuntos correlatos, envolvendo, entre outras, as questões de gênero, da pobreza, da juventude, dos imigrantes, dos trabalhadores informais, do meio ambiente e da violência.

O evento é dirigido a gestores públicos (prefeitos, vereadores e operadores de políticas públicas), acadêmicos e especialistas, lideranças comunitárias, Agencias de Desenvolvimento local e, enfim, a todos os promotores governamentais, empresariais e sociais de experiências de participação democrática focalizadas em territorialidades urbanas e voltadas para a indução do desenvolvimento local em cidades.
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Promoção: Prefeitura de Porto Alegre (Rio Grande do Sul, Brasil), Prefeitura de Montreal (Quebec, Canadá), Ministério das Cidades (Brasil), sob os auspícios da UNESCO e da UN-HABITAT.
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Parceria: Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BIRD), Cities Alliance, Observatório Internacional de Democracia Participativa (OIDP), Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), Comissão de Inclusão Social e Democracia Participativa (CISDP), Associação Internacional dos Prefeitos Francófonos (AIMF), Conselho Europeu de Municipalidades e Regiões (CEMR).
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Apoio: Dezenas de instituições nacionais e internacionais
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EM BREVE: no site www.idehat.org
e neste Blog, Você irá saber como fazer a sua inscrição
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sexta-feira, 22 de junho de 2007

Deu no Rits: Rede: uma abordagem operativa

Neste importante momento que vive a região do Alto Tietê com a discussão da criação da ADRAT, um Fórum de Desenvolvimento Regional ou Consórcio dos Municípios do Alto Tietê devemos nós munir de conhecimentos e experiências que deram certo.

A jornalista Vivianne Amaral esboça uma metodologia para a compreensão de como funcionam as redes e identifica os elementos essenciais para a sua produtividade.
Leia o texto na integra no site do RITS: http://www.rits.org.br/redes_teste/rd_tmes_mar2007.cfm

Tornar a rede operativa, ou seja, facilitar a produção conjunta, implica investimento de tempo, pois as pessoas precisam conviver, conversar, integrar-se, desenvolver confiança umas nas outras, concordar em relação aos objetivos e às ações, desenvolver sentimento de pertencimento à rede, criar um imaginário comum, criar um referencial coletivo, enfim, tornar-se um grupo. Ou, como se diz hoje, uma comunidade.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

FAZER A DIFERENÇA EM RSE

Este foi um dos primeiros post neste Blog sobre RSE. Nele explico como é um trabalho de consultoria em empresas que queiram fazer a diferença na área social.

O serviço de consultoria em projetos e programas de Responsabilidade Social corporativa é destinado a empresas de pequeno, médio e grande porte que buscam melhores resultados com um investimento assertivo.

O trabalho de consultoria social significa estabelecer um contrato bem definido para atuar nos vários processos, levantar diagnóstico, verificar quais são as causas e discutir quais são os melhores caminhos e isso exige uma visão empresarial abrangente de gestão, de mercado e de pessoas.

Para o êxito deste trabalho de Responsabilidade Social eu fiz parceria com outros profissionais experientes em processos, sistema de qualidade e certificações sociais.
A empresa via de regra, busca três soluções: imparcialidade, expertise e tendências. O consultor traz um julgamento imparcial porque não está envolvido com os problemas internos da empresa e pode, com uma visão externa, dar soluções mais eficientes. A expertise é contratada porque ou a empresa não está sabendo lidar com uma determinada situação ou não tem tempo para isso. E o último motivo é a busca pelo o que há de novo no mercado, se alinhando ao que está sendo praticado por outras empresas.
Ser específico nestas situações comuns nas empresas, permite apresentar soluções objetivas e orientadas a resultados através de uma metodologia eficiente de diagnóstico e planejamento.

Quer saber mais como é o nosso trabalho?
Pergunte, questione...Entre em contato!!!
Otimize seu investimento em ações sociais.
Estamos abertos para fazer valer o seu compromisso por um mundo melhor.
Marque uma reunião. No Alto Tietê, em São Paulo ou em Manaus, seja lá onde deseja fazer a diferença estamos pronto para trabalhar em prol do Social.

terça-feira, 12 de junho de 2007

ETHOS: Confira a cobertura on-line da Conferência Internacional 2007


O hot site da Conferência Internacional do Instituto Ethos 2007 traz a cobertura completa dos eventos que acontecem ente os dias 12 e 15 de junho, no Hotel Transamérica, em São Paulo. Noticias, fotografias, entrevistas e vídeos das principais plenárias, mesas-redondas e painéis de responsabilidade social empresarial e sustentabilidade estarão disponíveis em português, inglês e espanhol diariamente neste espaço, a partir do dia 12 de junho. Para acessar, clique aqui

domingo, 10 de junho de 2007

Tecnologia social a serviço das Cooperativas populares

Gostou do Globo Repórter sobre Cooperativas populares? Então você tem que conhecer o trabalho sério do ITCP/COPPE da Universidade Federal do RJ, que criou e mantem o Portal do Cooperativismo Popular - Neste Portal você conhece tudo sobre o processo de formação e manutenção de Cooperativas Populares.
Veja Também: A COOPERATV e a FALA COOPERADO são ferramentas de comunicação que exploram a produção de rádio e TV para o trabalho com Cooperativas Populares.

ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA EM DESTAQUE NO GLOBO REPÓRTER

A edição do Globo Repórter apresentou no dia 08 de junho a
Experiência da Economia Popular Solidária na região de Santa Maria/RS,juntamente com outras experiências de demais regiões do Brasil.

Essas experiências de produção e comercialização focadas no programa estão voltadas à área da agroecologia, geração trabalho e renda, catadores e comercialização direta.

Este processo teve início na década de 80 e é um dos eixos do trabalho de Cáritas, através do Projeto Esperança Cooesperança e entidades parceiras. A perspectiva é contribuir para a construção de um modelo alternativo, solidário e sustentável.
Veja aqui o programa.

ILHA DAS FLORES, um vídeo documentário classico

Um tomate é plantado, colhido, vendido e termina no lixo da Ilha das Flores, entre porcos, mulheres e crianças. São 12 minutos apresentando uma experiência de mecanismos econômicos com muito bom humor. Imperdível.
Pela dica do Professor Ladislau Dowdor este filme pode ser baixado gratuitamente no link:
target="_blank">http://www.4shared.com/file/17568056/d6daa1e9/Ilha_das_Flores.html

Ou veja aqui: Ilha das Flores

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Conferência Internacional do Instituto Ethos discute mundo sustentável


Estão em fase de encerramento as inscrições para a 9ª Conferência Internacional Empresas e Responsabilidade Social, promovida pelo Instituto Ethos. Nesta edição, que ocorrerá entre 12 e 15 de junho, no Hotel Transamérica, na cidade de São Paulo, os participantes serão convidados a analisar qual o papel das empresas como agentes de transformação social para um mundo sustentável e justo. Com tema central O Compromisso das empresas para uma sociedade sustentável e justa, a reunião discutirá os dilemas e avanços do desenvolvimento sustentável em quatro plenárias, três mesas-redondas, oito painéis temáticos, cinco oficinas de gestão, inúmeras atividades culturais e um debate sobre mídia, organizado pela Rede Ethos de Jornalistas. As inscrições serão feitas exclusivamente pelo site www.ethos.org.br até o dia do evento.

VEM AÍ A MAIOR FESTA DA DIVERSIDADE DE SÃO PAULO

APOGLBT vai oferecer gratuitamente a principal atração da festa para todos os participantes da Parada, no dia 10 de junho

A Festa Oficial da 11ª. Parada do Orgulho GLBT de São Paulo não vai mais acontecer em local fechado e pago. A Associação da Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) de São Paulo (APOGLBT), e a Fun Prime, organizadora da festa, decidiram oferecer gratuitamente sua principal atração, o Fischerspooner Dj Set (featuring Warren Fischer and Jon Kane), durante a Parada, no dia 10 de junho, para os participantes da manifestação.

O Dj Set da “banda mais glam do mundo” irá se apresentar sobre um trio da Parada a partir das 19h. Warren Fischer e Jon Kane virão de Nova York para apresentar seu inovador electro-rock para todos que quiserem conhecê-lo.

O que motivou a mudança foi a decisão dos organizadores das apresentações que ocorreriam em outras cidades do Brasil, em transferir a apresentação dos belgas do Vive La Fête para o segundo semestre, tornando inviável sua vinda apenas para a Festa da Parada.

Desta forma, confirmando a apresentação do Fischerspooner, os organizadores da Festa e Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo decidiram transferir local e formato da Festa Oficial. Ao invés do recinto fechado (Espaço das Américas), a apresentação ocorrerá durante a realização da Parada. Ao invés de ingresso cobrado, as pessoas assistirão gratuitamente à inédita apresentação no Brasil do DJ set do Fischerspooner.

sábado, 2 de junho de 2007

II Diálogos Sustentáveis, 14/06/07 no Centro Brasileiro Britânico










O II DIÁLOGOS SUSTENTÁVEIS, um programa de debates criado pelo Funbio - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - para promover a sinergia entre o setor privado atuante no país e a biodiversidade.
Confira a programação deste segundo encontro que discutirá como ações de sustentabilidade colaboram para o processo de engajamento com stakeholders.
O Coordenador do GVces, Mario Monzoni, participará deste encontro como debatedor convidado.
Programa
9h30 a 10h
Credenciamento e Café da manhã

10h a 10h20
Painel Inaugural
Pedro Leitão - Secretário Geral do Funbio

10h20 a 11h20
Painel II - A biodiversidade no engajamento de stakeholdersJohn Elkington - CEO SustainAbility Ricardo Guimarães - Sócio-diretor da Thymus Branding

11h20 a 12h
Perguntas realizadas pelos debatedores convidados

Mário Monzoni - Coordenador do Centro de Estudos da Sustentabilidade da FGVRicardo Arnt - Jornalista, Assessor de Comunicação da Presidência da NaturaLiana John - Editora da revista Terra da Gente

12h a 12h50
Plenária de debate com a participação da platéia
12h50 a 13h
Considerações finais e encerramento do evento

Data: Quinta-feira, 14 de junho de 2007
Local: Centro Brasileiro Britânico R. Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros - São Paulo

O evento disponibilizará estacionamento no local.
Para realizar sua inscrição, envie e-mail para camila@funbio.org.br
É necessário confirmar seus dados de contato (nome completo, instituição, telefone e email).
A realização do evento é do Funbio com patrocínio da Alcoa.

Maiores informações: www.funbio.org.br/dialogos